O anúncio da parceria da Redecard com o Sicredi, Sistema de Crédito Cooperativo, que marcava o fechamento da vigésima aliança pela empresa, passou praticamente despercebido pelo mercado. Nesse mesmo dia, a Caixa Econômica celebrava sua adesão à bandeira Elo, recém-lançada por Banco do Brasil (BB) e Bradesco, o que coloca o banco estatal automaticamente dentro do raio de ação da credenciadora Cielo, controlada por BB e Bradesco, responsável pelos negócios com a nova bandeira nacional e principal concorrente da Redecard.
A acirrada disputa entre Redecard e Cielo passa pelo desenvolvimento de estratégias de atuação distintas. A Cielo prefere se concentrar em poucas bandeiras (Visa, Mastercard e American Express), mas de uso intensivo, ao passo que a Redecard tem privilegiado o aspecto quantitativo, fechando acordos com várias bandeiras regionais.
A avaliação é de que, num cenário de competição, o banco credenciador precisa ter expressão nacional. Juntos, BB, Bradesco e Caixa Econômica têm maior capilaridade do que o Itaú Unibanco. Além disso, embora a bandeira Elo não tenha sido transformada em plástico, ninguém negligencia o potencial dessa tríade de bancos junto à baixa renda, num contexto econômico que é de mobilidade social.
A Redecard tem a seu favor um passado de inovações. A antecipação de receita de pagamentos feitos com cartões para lojistas tem sido seu grande diferencial. Na Cielo, esse tipo de operação começou no fim de 2009 e envolve apenas 5% do montante movimentado.
A aposta em diferenciação de serviço é válida, mas, como ressalta a analista Laura Lyra, ganha a preferência do lojista quem nele primeiro chegar. Até porque, vários desses serviços podem ser simplesmente copiados pela concorrência. Com o fim da exclusividade entre credenciadora e bandeira, a concorrência aumenta e, com ela, os custos.
(Fonte: Via Redes)